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Estilo de Vida

Adestrar cachorros requer espírito de diversão e paciência, diz profissional

Carlos Henrique de Morais, conviveu com animais a vida toda, sobretudo com cachorros

Agência UniCeub

30/05/2024 14h50

Foto: Agência Brasil

Por Arthur Lima
Agência Ceub/Jornal de Brasília

Por mais que as queixas sejam sobre os animais, os problemas são as pessoas 

Dia desses, foi uma manhã mais corrida para o amigo dos animais. Teria sido mais tranquila se Carlos conseguisse controlar motos como controla cachorros há mais de 10 anos.

Mas isso não seria possível, pois a paixão de Carlos não faz som de buzina, ela late.

Por isso, sua PCX furou o pneu e o deixara na mão às 6h20 da manhã, na subida do Condomínio Morada dos Nobres, em Sobradinho, onde Carlos foi nascido e criado, impedindo sua visita a pelo menos 4 clientes peludos. 

Amor

A máquina em questão requer atenção especial, assim como os clientes de Carlos.

Para remover a roda é necessário antes, remover o escapamento, a estrutura base, o amortecedor e, por fim, tratar da ferida na parte traseira. Tal processo, só um adestrador de motos consegue lidar.

Foi uma terça-feira corrida para o amigo dos animais, mas nem toda corrida é rápida. Na parte da tarde, o homem e sua moto já resolvidos, estão em Águas Claras finalizando um atendimento e precisam partir novamente para Sobradinho para atender a vira-lata Millie, que apesar de ser cachorro, sua evolução é a os de formiga.

Ansiedade

A cachorrinha branca malhada apresenta problemas de ansiedade e medo de estranhos, e está sob direcionamento de Carlos já há 2 meses. 

Mas isso não é problema algum. Carlos Henrique de Morais, conviveu com animais a vida toda, sobretudo com cachorros. Dos 31 anos já vividos, 17 foram ados ao lado do seu companheiro Mike, que deu seu último latido há pouco tempo. 

No entanto, o chamado para a profissão só veio por conta do sucesso do filme Marley e Eu, mas não pelo filme ter o inspirado sobre o companheirismo entre cão e homem ou algo tipo, mas sim pela explosão de pessoas despreparadas que estavam adotando labradores e tendo problemas com a raça na época. 

Profissão

Uma dessas pessoas era um grande amigo de Carlos, que precisou chamar ajuda e, assim, foi possível acompanhar todo o processo. Quanto mais aprendia junto do labrador e do seu “mestre”, mais ele se tornava aspirante à profissão.    

A cachorrinha branca não é problema algum para Carlos Henrique de Morais, que conseguiu reabilitar um pitbull para que fizesse uma viagem internacional para os EUA em um 1 mês e meio. 

Foto: Arquivo pessoal

Para ele, o adestramento é diversão, o trabalho mesmo é convencer as pessoas.Ele fala isso por experiência própria, tanto no ramo do adestramento, quanto no ambiente da cozinha, em que possui formação e trabalha também. 

A primeira pessoa que proliferou o “cliente possui sempre razão” criou um grande problema, ele brinca, como se a salvação para esse tipo estivesse além de qualquer adestramento.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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